junho 25, 2011

junho 23, 2011

junho 21, 2011

Coração Sem Imagens*

Deito fora as imagens.
Sem ti, para que me servem
as imagens?

Preciso habituar-me
a substituir-te
pelo vento,
que está em qualquer parte
e cuja direcção
é igualmente passageira
e verídica.

Preciso habituar-me ao eco dos teus passos
numa casa deserta,
ao trémulo vigor de todos os teus gestos
invisíveis,
à canção que tu cantas e que mais ninguém ouve
a não ser eu.

Serei feliz sem as imagens.
As imagens não dão
felicidade a ninguém.

Era mais difícil perder-te,
e, no entanto, perdi-te.

Era mais difícil inventar-te,
e eu inventei.

Posso passar sem as imagens
assim como posso
passar sem ti.

E hei-de ser feliz ainda que
isso não seja ser feliz.
Raul de Carvalho (1920-1984)

junho 10, 2011

Paula Teixeira da Cruz.

"Só se ultrapassa a perda dos entes queridos não os esquecendo, recordando-os e fazendo deles a nossa força. Ou a dor nos verga ou nós vergamos a dor."

junho 03, 2011